sexta-feira, março 08, 2019

Mais Mulheres



Enquanto comemoramos o dia da mulher, faço uma reflexão referente à indecente posição na qual a mulher é submetida em nosso país e sua pífia representatividade no nosso poder.

Existe uma dificuldade enorme no entendimento da necessidade de inserirmos as mulheres nas decisões politicas, dentro dos espaços de poder, no nosso país. Se olharmos o mapa do poder no nosso país o topo desta pirâmide é dominado pelos homens, na controvérsia se olharmos o topo dos processos de violência são as mulheres que estão no topo.

Enquanto o número de feminicídios aumenta em 120% em 2018 e o registro da violência mais de 150% (e bem sabemos que na realidade este número  é muito pior), homens legislam os direitos das mulheres como se tivessem poder e direito sobre  o seus corpos, sobre suas decisões de vida.

Longe de terem paridade neste processo  representativo, as mulheres são submetidas às cotas de representatividade eleitoral mais que necessárias para que esta presença seja construída, uma vez que não temos políticas afirmativas para coloca-las lado aos homens nas decisões do nosso país, inclusive de suas necessidades já que o projeto de poder da maioria dos partidos políticos não as considera.

E como pensar em representatividade quando vivemos em uma sociedade onde o papel de gênero é tão desigual? É primordial que estes papéis sejam desconstruídos e reconstruídos, ressignificados dentro da nossa cultura de forma que tragam equilíbrio na sua participação materna, doméstica e em tantos outros papéis que lhe são conferidos, permitindo assim que  assuma realmente uma posição genuína na nossa sociedade com efetiva participação politico social se não apenas civil.

Diante de tantas dores e dissabores crio um otimismo quando vejo mulheres que lutam pelos seus direitos, batalham por suas conquistas e  impõem-se as organizações do poder tentando quebrar este projeto masculino e machista em que vivemos.

Força Mulheres ! Somos muitos que estamos com vocês!


Luís Guilherme Campos Santos

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